quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
sábado, 13 de dezembro de 2014
Negociações da Cúpula do Clima continuam estagnadas e se estendem
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Sociedade terá voz nas políticas de adaptação climática
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Meteorologistas preveem futuro nefasto com mudanças climáticas
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Estiagem baixa nível do rio Tietê e revela lixo acumulado em Salto/SP
Negociação climática da ONU para acordo sobre emissões tem avanço
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Clima e biodiversidade centralizarão debates da Semana do Meio Ambiente
A Semana do Meio Ambiente, comemorada entre 2 e 6 de junho, terá programação especial. Nas próximas segunda (2) e terça-feira (3), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoverá, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), debates sobre proteção da biodiversidade e mitigação e adaptação às mudanças do clima. O espaço também será palco da entrega do Selo Baixo Carbono, iniciativa ligada à Copa do Mundo, e da assinatura de acordo de cooperação para a promoção de dados do JBRJ. Em Brasília, haverá o 5º Prêmio Melhores Práticas da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) e o 8º fórum sobre o tema, além da assinatura de contratos de concessão florestal.
Às 14h de terça-feira (3), será realizado o debate “Produção e Proteção: Os desafios da Transição para uma Produção Agropecuária Sustentável e uma Economia de Baixo Carbono no Brasil” no mesmo local. Autoridades e representantes do terceiro setor e da iniciativa privada discutirão as propostas e a organização de escolhas que o MMA deverá depreender para dar executar planejamento estratégico de 2014 a 2022.
Cooperação – O Jardim Botânico e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) assinarão um acordo de cooperação para dar visibilidade global ao herbário e aos conjuntos de dados da instituição depesquisa. A ação será desenvolvida no âmbito do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) (Link: www.sibbr.gov.br), plataforma que reúne informações de diversas instituições brasileiras de pesquisa para divulgação e compartilhamento.
Em prosseguimento à Chamada Pública lançada, em abril, pelo MMA, será entregue o Selo Baixo Carbono às empresas que doaram créditos de carbono para compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas pela realização da Copa do Mundo no Brasil. O edital continua aberto e a adesão das companhias não envolve qualquer transação financeira.
Premiação – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realiza, nos dias 3 e 4 de junho, o 8º Fórum da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), em Brasília. Esta edição terá como tema os 15 anos do programa A3P e seus destaques. Serão debatidos os avanços na implantação de políticas públicas de gestão ambiental na administração pública.
Na ocasião também acontecerá a cerimônia de entrega do 5º Prêmio Melhores Práticas da A3P. O objetivo é dar visibilidade às iniciativas de responsabilidade socioambiental da administração pública, reconhecer o mérito das atividades promovidas pelos órgãos públicos na prática da A3P e estimular a replicação das ações bem-sucedidas. (Fonte: MMA)
Ambientalistas brasileiros pedem proteção do Pantanal
Senado aprova novo Código Florestal
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Amazônia perdeu 207 km² de floresta em dois meses, afirma Inpe
A Amazônia perdeu 207,59 km² da cobertura vegetal nos meses de novembro e dezembro de 2011, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
A área equivale a 11 vezes e meia o tamanho do arquipélago de Fernando de Noronha (PE).As informações do sistema de detecção do desmatamento em tempo real (o Deter), que utiliza imagens de satélite para o monitorar a Amazônia Legal, que compreende nove estados, mostraram que em novembro foram desmatados 133 km² de floresta, enquanto que em dezembro a área derrubada equivale a de 74,59 km².
O número foi 54% maior à quantidade registrada no mesmo período de 2010. Entretanto, segundo o próprio Inpe, no ano retrasado a cobertura de nuvens atrapalhou mais o sensoriamento remoto em ambos os meses, tanto que em dezembro daquele ano apenas 26% da floresta foi analisada. Já em 2011, a cobertura de nuvens foi menos intensa e possibilitou verificar mais regiões.
De acordo com o Deter, no bimestre o estado que mais desmatou foi o Pará (58,56 km²), seguido do Mato Grosso (53,81 km²).
Prodes – Em dezembro, o Inpe divulgou dados do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que analisa o desmate no bioma ao longo de 12 meses e constatou queda de 11% na devastação da floresta.
Entre agosto de 2010 e julho de 2011 a Amazônia Legal perdeu 6.238 km² de sua cobertura, número inferior aos 7 mil km² referente ao período de agosto de 2009 a julho de 2010. Essa é a menor área desmatada no período desde que o monitoramento foi iniciado na região, em 1988, informou o Inpe. (Fonte: Globo Natureza).
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
China: 20 lagos desaparecem por ano por ação humana
Os lagos naturais cobrem uma superfície de 83 mil km² na China e possuem um papel importante no equilíbrio ecológico, no controle das enchentes e na redução da seca. A mudança climática que o planeta enfrenta trouxe grandes desafios: a qualidade da água se deteriora pela atividade humana, os sedimentos se acumulam, a extensão das terras úmidas diminui e os animais aquáticos sobrevivem com dificuldade.
“A capacidade dos lagos para controlar as enchentes e amenizar a seca foi afetada”, afirma o documento apresentado no fórum. O ministro de Recursos Hídricos da China, Chen Lei, comprometeu-se a aumentar o investimento governamental na proteção dos lagos durante o fórum, do qual participaram durante o fim de semana cerca de 800 especialistas e funcionários públicos. (Fonte: Portal Terra)
Mudança no Código Florestal é ‘retrocesso’, diz MPF
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou parecer em que avalia as mudanças no Código Florestal como “retrocesso” à preservação do meio ambiente no Brasil. A análise do texto, elaborado pelo relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi feita por dois peritos em engenharia florestal a pedido da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que cuida de questões ambientais.
“[O novo Código] admite que a Reserva Legal de pequenas propriedades seja composta apenas pela vegetação remanescente, anistiando a recuperação das áreas degradadas”, afirma o documento.
De acordo com o documento do MPF, em vez obrigar desmatadores a recuperar as terras degradas, o novo Código propõe a recuperação apenas com vegetação remanescente. Para os peritos do MPF, essa medida acabaria com a obrigação de recuperar essas áreas de preservação.
O Código Florestal é a legislação que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais.
Além disso, o parecer alerta para o risco das mudanças envolvendo a reserva legal. O novo código prevê a soma dessas áreas de reserva com as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, onde a vegetação original deve ser protegida.
“A área de reserva legal que deixará de ser recomposta será correspondente a 3,2 módulos fiscais para imóveis situados em área de florestas na Amazônia Legal, dois módulos fiscais para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e de 0,8 módulo fiscal para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e em todas as formações e regiões do país, o que reduz a extensão de área protegida”, afirmam os peritos no documento.
O parecer critica ainda a retirada ou redução de proteção de dunas, manguezais, várzeas e topos de morros. Além disso, segundo o documento, a substituição da palavra “preservada” por “conservada” no conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs) pode ser um risco para o meio ambiente.
“Enquanto a preservação pressupõe a não-utilização, a conservação pressupõe o uso racional. A preservação é mais rigorosa, portanto”, afirma o documento do MPF. (Fonte: Débora Santos/ G1)
PF indicia Chevron e mais 17 por vazamento de óleo na bacia de Campos
Em seu relatório, encaminhado ao Ministério Público Federal, o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), da PF, no Rio, afirma que as empresas usaram “práticas temerárias” e causaram danos ambientais, além de sonegar informações aos investigadores e entregar documentos falsos à polícia.
“Tenho total convicção de que a política institucional da empresa é temerária e leviana na perfuração de poços de petróleo no Brasil. Por isso, a responsabilização dos executivos”, disse Scliar à Folha.
A Chevron disse que a decisão “não tem mérito”. A Transocean informou que vai avaliar o relatório. A primeira tem a concessão de exploração do campo; a segunda operava a sonda que perfurava o poço que vazou.
Segundo o delegado Fabio Scliar, houve problemas na técnica utilizada na perfuração no campo de Frade. No caso que originou o vazamento, por exemplo, as empresas utilizaram, na retirada do petróleo, pressão maior do que as rochas suportavam.
O delegado informou ainda haver estudo de impacto ambiental feito pela própria Chevron em que a empresa previa que um vazamento de óleo no campo causaria danos à flora e à fauna.
“No estudo, a própria Chevron relata que um vazamento iria interferir na cadeia alimentar de peixes maiores e, consequentemente, até câncer em seres humanos.”
Laudos do Ibama e do oceanógrafo David Zee, anexados ao inquérito, são usados para comprovar que o vazamento causou danos.
Segundo o relatório, até ontem teriam vazado de 2.500 a 3.000 barris de óleo cru.
Outro lado - Em nota, a Chevron Brasil afirmou que a decisão da Polícia Federal de indiciar a empresa e seus empregados “não tem mérito”.
Segundo a companhia, quando os fatos forem totalmente examinados, ficará claro que a petroleira respondeu de “forma apropriada e responsável” ao vazamento.
“Iremos defender vigorosamente a companhia e seus empregados”, afirmou a empresa na nota.
A Transocean, por sua vez, informou estar ciente do relatório e que vai avaliá-lo.
A empresa que operava a sonda que perfurava o poço que vazou reiterou que vai seguir “cooperando com as autoridades brasileiras”.
O vazamento – O acidente da Chevron ocorreu em 7 de novembro, após a empresa usar densidade de lama e pressão maiores que o adequado para tentar conter a invasão do óleo no poço. Isso provocou a ruptura de rochas e liberou o óleo para a superfície, admitiu a própria companhia na época, após ter afirmado que o problema havia ocorrido por uma falha na geologia local.
A empresa demorou a avisar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre o acidente, alertada em primeiro momento pela Petrobras, que opera uma plataforma perto de Frade.
A Chevron foi multada pelo Ibama em R$ 50 milhões. A ANP ainda não definiu a multa que será aplicada. No momento, a Chevron coloca o terceiro tampão de cimento para vedar o poço. (Fonte: Marco Antônio Martins/ Folha.com)